Ozempic falso está à venda e já fez vítimas; veja como evitar

Ozempic falsificado – O crescente uso do medicamento Ozempic para emagrecimento, uma aplicação não aprovada originalmente, vem gerando alarmantes indícios de comércio irregular, sobretudo online. A situação é tão grave que a própria fabricante, Novo Nordisk, está preocupada com o aumento das vendas de produtos irregulares da empresa na internet. Mas qual é o verdadeiro risco de se obter um medicamento como esse por meios não convencionais e o que as autoridades de saúde têm a dizer sobre isso?

Ozempic falso está à venda e já fez vítimas; veja como evitar
O Ozempic, famoso remédio para diabetes, está sendo vendido em anúncios online por preços muito abaixo do mercado. Foto: divulgação

Você toma Ozempic?

O Ozempic é um medicamento desenvolvido inicialmente para o controle da diabetes tipo 2. Contudo, devido ao seu efeito de supressão do apetite, tornou-se extremamente popular para perda de peso, sendo usado de forma off-label para essa finalidade. Com seu preço oscilando até R$ 1.308,32 para a dosagem mais alta, de 1 mg, a procura por opções mais acessíveis aumentou significativamente, especialmente em plataformas online como o Marketplace do Facebook, onde algumas ofertas prometem o produto por valores muito menores, como R$ 450.

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A Novo Nordisk, em comunicado oficial, alerta sobre o perigo dessas práticas. Segundo a empresa, seus medicamentos são distribuídos apenas em farmácias que estão em conformidade com todos os requisitos sanitários estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O fato é que o grande volume de anúncios ilegais torna quase impossível rastrear e denunciar todas essas propagandas enganosas, portanto, a responsabilidade recai sobre o consumidor estar vigilante para não colocar sua saúde em risco.

Profissionais de saúde também têm expressado preocupação com esse comércio ilícito. Ricardo Contestini, cardiologista de São Paulo, afirma que a busca por remédios falsificados ou de procedência duvidosa está se tornando um hábito perigoso, intensificado ainda mais pelo alto custo de medicamentos como o Ozempic. Suzana Vieira, endocrinologista também de São Paulo, ressalta que o medicamento é de uso regulado e só deve ser adquirido com prescrição médica. Ela ainda destaca que, devido à alta demanda, a Novo Nordisk já anunciou que está com dificuldades para suprir todos os pedidos, tornando improvável a possibilidade de ofertas com preços tão abaixo do mercado serem genuínas.

Orientações da Anvisa

A Anvisa, por sua vez, orienta que medicamentos só sejam comprados em farmácias ou sites autorizados pela agência, e aconselha os consumidores a estarem atentos para detalhes na embalagem, como o número de lote de fabricação e o código de barras. No caso específico do Ozempic, a Anvisa ainda recomenda a verificação no site do Programa NovoDia para identificar farmácias autorizadas mais próximas, através do CEP informado.

Então, o que se desenha é um cenário preocupante, em que o acesso fácil e mais barato a medicamentos pela internet mascara um perigo real e iminente à saúde pública. À medida que a procura pelo Ozempic continua a crescer, tanto autoridades sanitárias quanto os próprios fabricantes reforçam a importância da aquisição responsável e consciente de medicamentos, uma medida não apenas legal, mas crucial para a segurança dos usuários.

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