Qual é o novo remédio que promete reduzir o risco de câncer de pulmão?

Remédio contra o câncer? Uma descoberta transformadora na área da medicina promete dar esperança renovada a pacientes de câncer de pulmão. Um estudo recente revela que um novo medicamento desenvolvido pela AstraZeneca pode potencialmente diminuir o risco de morte por essa doença em até 50%.

Qual é o novo remédio que promete reduzir o risco de câncer de pulmão?
Um novo remédio da AstraZeneca mostrou resultados promissores na redução do risco de morrer de câncer, especialmente o de pulmão. Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / pronatec.pro.br

Remédio pode ser aliado contra o câncer de pulmão

O estudo, conduzido pela renomada Universidade de Yale, analisou os efeitos do osimertinibe, um medicamento administrado após a cirurgia. Os resultados apontaram que os pacientes que receberam o medicamento tinham 51% mais chances de estar vivos cinco anos após o tratamento, em comparação com aqueles que receberam um placebo.

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O osimertinibe é um tratamento diário que tem como alvo tumores de câncer de pulmão de células não pequenas, mais comum em indivíduos que possuem uma mutação genética específica e que não responderam a tratamentos anteriores. O medicamento, conhecido comercialmente como Tagrisso, representa um avanço significativo na batalha contra o câncer de pulmão.

O estudo, realizado sob a liderança do Dr. Roy Herbst, vice-diretor do Centro de Câncer de Yale, contou com a participação de quase 700 pacientes com câncer em estágio 1 a 3, ou seja, em que a doença ainda não se espalhou para outros órgãos. Cada um desses pacientes havia passado por uma cirurgia para o tratamento da doença. Interessantemente, cerca de dois terços dos participantes não tinham histórico de tabagismo, uma informação que desafia a noção comum de que o câncer de pulmão está estritamente ligado ao consumo de cigarros.

Para fins de pesquisa, os participantes foram divididos em dois grupos. Cerca de metade deles recebeu o medicamento diariamente durante três anos. O restante dos participantes recebeu um placebo, uma vez que não há outro tratamento disponível para a doença em seu estado avançado.

Os resultados do estudo foram notáveis. Dois anos após a interrupção do tratamento, apenas 12% dos que receberam o medicamento morreram, enquanto 22% dos que receberam o medicamento fictício não sobreviveram. Estes números destacam o potencial do osimertinibe para melhorar significativamente as taxas de sobrevivência de pacientes com câncer de pulmão.

Descobertas anteriores

O estudo também reforça descobertas anteriores, que apontaram que o medicamento reduz pela metade as chances de retorno da doença. A combinação desses benefícios coloca o osimertinibe na vanguarda do tratamento do câncer de pulmão, oferecendo uma luz no fim do túnel para pacientes que até agora tinham poucas opções de tratamento eficazes.

Em uma apresentação na Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), nos Estados Unidos, o Dr. Roy Herbst descreveu os benefícios de sobrevivência demonstrados pelo medicamento como “emocionantes”. Ele lembrou que há 30 anos atrás, “não havia nada que pudéssemos fazer por esses pacientes, mesmo 20 anos atrás”, reforçando o impacto revolucionário que esse medicamento pode ter no tratamento do câncer de pulmão.

Este avanço, além de marcar um ponto de virada na luta contra o câncer de pulmão, também destaca a importância contínua da pesquisa científica e médica. O progresso na luta contra essa doença, que até pouco tempo atrás parecia insuperável, está agora ao nosso alcance, graças ao compromisso incessante dos cientistas e à capacidade da ciência de desafiar e superar os limites do conhecimento médico atual.

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