Dólar tem alta com novas tarifas dos EUA e incerteza mundial

Na segunda-feira (7), o dólar registrou uma alta de 0,98% em relação ao real, encerrando o dia a R$ 5,48. Esse foi o valor mais alto em dez dias e reflete um aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. O movimento foi impulsionado após o presidente dos Estados Unidos anunciar novas tarifas de importação que devem entrar em vigor em 1º de agosto.

Essas tarifas, que estão relacionadas a produtos de países como Japão e Coreia do Sul, terão uma alíquota de 25%. Além disso, outras nações, como África do Sul, Laos, Mianmar, Malásia e Casaquistão, poderão enfrentar tarifas que variam de 25% a 40%. O presidente também sugeriu a possibilidade de uma tarifa extra de 10% sobre países que fazem parte do Brics, bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

As novas tarifas reacenderam preocupações sobre o impacto que essa medida pode ter sobre a inflação nos Estados Unidos e a forma como o Federal Reserve, banco central americano, pode responder a essas mudanças.

### Reação dos Mercados

Globalmente, o dólar teve alta frente a várias moedas. O índice DXY, que mede a força do dólar em comparação com seis outras moedas importantes, subiu cerca de 0,30%, alcançando 97,500 pontos no final do dia. No Brasil, apesar do cenário desafiador, o real teve um desempenho relativamente melhor do que outras moedas de mercados emergentes, como o peso chileno, o peso colombiano e o rand sul-africano.

### Tensão Política e Impacto no Brasil

Além das tarifas, o presidente dos EUA também se manifestou sobre a política brasileira, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmando que ele é alvo de uma “caça às bruxas”. Trump pediu que iniciativas contra Bolsonaro fossem avaliadas apenas pelos eleitores brasileiros.

Embora as declarações tenham gerado repercussão, o impacto nos mercados foi limitado, com os investidores se concentrando mais nas questões econômicas globais do que nas políticas internas do Brasil.