Regras para aposentadoria em 2026: veja o que muda na idade mínima e no tempo de contribuição

A transição da reforma da previdência avança e exige que os trabalhadores fiquem atentos aos novos requisitos para solicitar o benefício este ano.

Planejar a aposentadoria é um dos momentos mais importantes na vida de qualquer trabalhador brasileiro. Com a reforma da previdência completando mais um ano de vigência, as chamadas “regras de transição” sofrem novos ajustes automáticos em 2026, alterando a idade e o tempo de serviço necessários.

Muita gente acredita que basta completar a idade mínima para ter o direito, mas o cálculo do INSS leva em conta diversos fatores que podem aumentar ou diminuir o valor final do pagamento. Saber em qual regra você se encaixa pode evitar que você peça o benefício cedo demais e perca dinheiro.

O ideal é sempre acompanhar o histórico de contribuições pelo portal oficial do governo. Ver se todos os períodos trabalhados estão registrados corretamente evita que, no momento do pedido, você tenha que correr atrás de empresas antigas para provar que trabalhou lá.

Este ano, o foco maior está no sistema de pontos, que soma a idade com os anos de contribuição. Como essa pontuação sobe a cada virada de ano, quem não conseguiu se aposentar em 2025 precisa agora atingir uma meta um pouco mais alta.

As principais mudanças na regra de pontos em 2026

Para quem está na regra de transição por pontos, a meta para 2026 subiu. Agora, as mulheres precisam somar 93 pontos, enquanto os homens devem atingir 103 pontos. Essa soma considera a idade exata e o tempo total de contribuição para o INSS.

Além dos pontos, a idade mínima para quem deseja se aposentar sem cumprir o pedágio também subiu seis meses. É um ajuste gradual que acontece todos os anos até que se atinja a idade final estabelecida pela lei, garantindo que o sistema previdenciário se mantenha sustentável a longo prazo.

Para quem está muito perto de se aposentar, vale a pena conferir se o “pedágio de 100%” não é mais vantajoso. Nessa regra, você trabalha o dobro do tempo que faltava quando a reforma começou, mas em troca recebe um valor de benefício que costuma ser mais próximo da sua média salarial.

Como garantir que o valor do benefício seja o melhor possível

Um erro comum é olhar apenas para o tempo que falta e esquecer do valor das contribuições. O INSS faz uma média de todos os salários que você recebeu desde julho de 1994. Se você teve muitos salários baixos no passado, isso pode puxar sua média para baixo.

Quem trabalha em condições prejudiciais à saúde, como exposição a ruído excessivo ou agentes químicos, pode ter direito a uma contagem de tempo diferenciada. Converter esse “tempo especial” em tempo comum pode adiantar a aposentadoria em alguns anos, dependendo do caso.

Sempre que possível, faça uma simulação no simulador oficial disponível na internet. Ele mostra exatamente qual regra é aplicada ao seu CPF e quanto você receberia se desse entrada no pedido hoje. Ter esses números em mãos traz muito mais segurança para tomar a decisão de parar de trabalhar.