
Ex-Ministro Augusto Heleno É Diagnosticado Com Alzheimer e Pede Prisão Domiciliar
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi diagnosticado com a doença de Alzheimer no início de 2023, segundo sua defesa. Essa informação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o ministro Alexandre de Moraes solicitar laudos médicos para avaliar um pedido de transferência do general para prisão domiciliar.
Heleno, que tem 78 anos, foi condenado em setembro a 21 anos de prisão em regime fechado por sua participação em um plano de golpe de Estado em 2022. Ele começou a cumprir a pena no dia 25 de setembro, logo após a conclusão do processo no STF.
O advogado Matheus Milanez argumenta que, devido à idade e à condição de saúde do ex-ministro, ele deveria cumprir a pena em casa. A defesa refutou uma alegação anterior de que Heleno tinha Alzheimer desde 2018 e disse que a doença só foi diagnosticada neste ano. Segundo a defesa, pode ter havido um mal-entendido na perícia do Exército, que indicou que o ex-ministro apresentava sinais de Alzheimer há alguns anos.
"As informações sobre o diagnóstico anterior foram extraídas do laudo de corpo de delito, o qual foi realizado no momento da prisão", afirmou o advogado. O Exército, por sua vez, indicou ao STF que Heleno convive com a doença desde 2018, mas a defesa esclareceu que ele vinha recebendo acompanhamento médico desde então, e que o diagnóstico formal ocorreu apenas em 2023.
Moraes solicitou que a defesa apresentasse, em até cinco dias, os exames que teriam identificado ou documentado sintomas da doença em 2018. O ministro também pediu toda a documentação médica relacionada ao tratamento do general, incluindo relatórios e laudos evolutivos desde 2018.
A defesa respondeu que não há documentos anteriores a 2023 que comprovem o diagnóstico de Alzheimer, já que exames específicos foram realizados somente em 2024 e o diagnóstico foi confirmado apenas em janeiro de 2025. Durante este período, Heleno comandou o GSI, e a defesa questionou se o ex-ministro tinha comunicado sobre sua saúde a qualquer órgão do governo.
Além disso, o advogado explicou que Heleno não mencionou a doença durante o processo penal ativo, pois acreditava que o caso poderia resultar em absolvição, e considerou que a condição de saúde não era relevante para os fatos em questão. Por conta do diagnóstico, Heleno optou por responder apenas às perguntas de seu advogado durante o interrogatório, já que não se sentia seguro sobre os detalhes.
O defensor também mencionou que a Procuradoria-Geral da República emitiu um parecer favorável à concessão de prisão domiciliar e reiterou o pedido para que isso ocorra de forma urgente e humanitária.

