
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, terminou a segunda-feira (7) com uma queda de 1,26%, alcançando 139.489,70 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 17,1 bilhões, um valor abaixo da média habitual das transações.
Essa queda aconteceu após dois dias de registros de máximas históricas, influenciada por uma correção técnica. Além disso, teve grande impacto o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que decidiu impor novas tarifas de importação sobre produtos do Japão e da Coreia do Sul. No mesmo dia, Trump também anunciou taxas sobre produtos de outros países, como a África do Sul (30%), Laos (40%), Mianmar (40%), Malásia (25%) e Casaquistão (25%). As novas tarifas começarão a valer a partir de 1º de agosto.
Trump ainda fez declarações sobre a situação política no Brasil. Em uma rede social, ele assegurou apoio ao presidente Jair Bolsonaro e criticou o que chamou de “caça às bruxas” no país. Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que “não é sério” um líder fazer ameaças globais pela internet, reafirmando a importância da soberania das nações.
### Destaques do Ibovespa
Entre as ações mais influentes, a Vale, que tem grande peso no índice, viu suas ações caírem 1,47%. A Petrobras também enfrentou perdas, mas em menor escala: suas ações ON caíram 0,68% e as PN 0,19%. No setor bancário, o Itaú e o Banco do Brasil apresentaram as maiores quedas, com -1,33% e -1,65% respectivamente.
Por outro lado, algumas ações se destacaram com altas significativas. A BRF subiu 9,37%, seguida pela Marfrig com 4,09% e a Minerva com 1,16%. Entretanto, as ações da Engie, Totvs e Pão de Açúcar tiveram um desempenho negativo, caindo 6,33%, 4,99% e 3,73%, respectivamente. No total, apenas 12 das 84 ações do índice fecharam em alta.
### Bolsa Brasileira em 2025
Apesar da queda na sessão mais recente, o desempenho da Bolsa brasileira tem sido considerado positivo em 2025. Até 4 de julho, o índice acumulou uma alta de 34,45% em dólares, representando a melhor performance desde 2016. Contudo, mesmo com essa valorização, o índice ainda está 41,5% abaixo de seu nível máximo histórico em dólares, que foi alcançado em maio de 2008. Analistas indicam que o futuro do índice depende da estabilidade fiscal no Brasil, das políticas de juros e da confiança dos investidores estrangeiros.

