Cadastro Único passa por revisão para garantir foco em famílias de baixa renda

Famílias devem ficar atentas aos prazos de convocação para evitar a suspensão de pagamentos como o Bolsa Família e a Tarifa Social.

O Cadastro Único é a porta de entrada para mais de 30 programas sociais no Brasil. Em 2026, o governo reforça a necessidade de manter os dados sempre atualizados para evitar fraudes e garantir que o dinheiro chegue a quem realmente vive em situação de vulnerabilidade.

A regra é clara: qualquer mudança na família, como nascimento de um filho, mudança de endereço ou alteração na renda, deve ser comunicada imediatamente. Mesmo que nada tenha mudado, a atualização deve ser feita obrigatoriamente a cada dois anos para confirmar a continuidade no sistema.

A falta de atualização é o principal motivo para o bloqueio do Bolsa Família e da Tarifa Social de Energia Elétrica. Quando o sistema identifica dados defasados, o benefício entra em uma fase de suspensão temporária até que o responsável familiar compareça ao CRAS para regularizar a situação.

Como realizar a atualização de forma correta

O processo começa com uma consulta simples pelo aplicativo do Cadastro Único. Lá, você consegue ver se os seus dados ainda são válidos ou se existe uma pendência de “atualização por confirmação”. Se tudo estiver igual, basta clicar no botão de confirmação e o prazo é renovado.

No entanto, se houve mudança na composição familiar ou na renda de algum membro, é necessário agendar uma visita presencial. Leve sempre os documentos de todos que moram na casa: CPF, RG, certidão de nascimento dos filhos e, se possível, uma conta de luz atualizada.

É fundamental falar a verdade sobre a renda de cada pessoa da residência. O governo hoje cruza dados com o CNIS e outras bases de trabalho formal. Se for detectada uma renda não declarada, a família pode ser obrigada a devolver os valores recebidos indevidamente, além de ser excluída dos programas.