Morre a atriz Titina Medeiros aos 48 anos de câncer

A cena cultural brasileira sofreu uma grande perda no último domingo, 11 de janeiro de 2026, com o falecimento da atriz Titina Medeiros, aos 48 anos. A artista, que lutava contra um câncer no pâncreas, era conhecida por suas interpretações marcantes na televisão e no teatro. Até o momento, não há informações oficiais sobre os detalhes do velório e sepultamento.

Titina, cujo nome de nascimento era Izabel Cristina de Medeiros, nasceu em Currais Novos, no Rio Grande do Norte, e cresceu em Acari, antes de se mudar para Natal. Em sua juventude, ela começou a se destacar nas artes, participando de bandas de música e de produções teatrais experimentais. Essa trajetória levou-a a se envolver com coletivos importantes de teatro, como a Casa de Zoé e o grupo Candeia, onde, além de atuar, também exerceu a função de diretora.

A estreia de Titina na televisão aconteceu em 2012, quando ela interpretou a personagem Socorro na novela “Cheias de Charme”. Seu papel como a fiel escudeira de Chayene, vivida por Cláudia Abreu, fez com que ela conquistasse a audiência nacional. Essa produção também teve um significado especial, pois Titina atuou ao lado de seu marido, o ator César Ferrario, com quem estava casada há quase 20 anos.

Sua habilidade como atriz foi comprovada em diversos projetos, como a série “Onde Nascem os Fortes” e nas novelas “Geração Brasil” e “A Lei do Amor”. Recentemente, Titina também participou das produções “Mar do Sertão” e “No Rancho Fundo”, que destacaram suas raízes e a cultura nordestina.

Com mais de 30 anos de carreira, iniciada nos anos 90, Titina acumulou experiências em curtas-metragens e programas de humor, transitando com sucesso do teatro para a televisão. Apesar de alcançar um grande público, ela nunca perdeu a conexão com suas origens no sertão potiguar.

O legado deixado por Titina Medeiros é significativo, especialmente para o audiovisual nordestino. Sua contribuição à dramaturgia contemporânea será lembrada e sua ausência deixará um vazio entre colegas e admiradores, que sempre apreciaram sua arte.