Lula e Petro discutem uso da força em país sul-americano

Na quinta-feira, 8 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente colombiano Gustavo Petro trocaram informações sobre a situação na Venezuela por meio de uma conversa telefônica. A preocupação central dos líderes foi em relação aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, ocorrido no dia 3 de janeiro.

Lula e Petro expressaram sua apreensão quanto ao uso da força militar contra a Venezuela, considerando essa ação uma violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da soberania do país vizinho. Eles alertaram que esses acontecimentos podem criar um precedente perigoso para a paz e a segurança na América do Sul, além de impactar negativamente a ordem internacional.

Durante a conversa, ambos concordaram que a crise na Venezuela deve ser resolvida de forma pacífica, priorizando o diálogo e a negociação, sempre respeitando a vontade do povo venezuelano.

Os líderes também comemoraram a libertação de presos estrangeiros, uma ação anunciada pela Assembleia Nacional da Venezuela como um passo importante em direção à paz.

Em uma nota à imprensa, o presidente Lula destacou que, a pedido do governo venezuelano, o Brasil está enviando 40 toneladas de insumos e medicamentos. Esse envio faz parte de um esforço maior, que inclui um total de 300 toneladas já arrecadadas, destinado a reabastecer um centro de suprimentos que foi afetado pelos bombardeios.

Além disso, a nota ressalta que Brasil e Colômbia reafirmam seu compromisso de continuar cooperando pela paz e estabilidade na Venezuela, um país que compartilha extensas fronteiras com ambos. O documento ainda menciona a acolhida dos contingentes de migrantes venezuelanos que os dois países têm recebido nos últimos anos.