
A TV Cultura enfrenta um cenário incomum em janeiro, pois diversos apresentadores, incluindo Vera Magalhães, âncora do programa “Roda Viva”, e Marcelo Tas, responsável pelo “Provoca”, estão atuando sem contrato após o término dos vínculos em 31 de dezembro. Essa situação de indefinição gera incertezas dentro da emissora mantida pela Fundação Padre Anchieta.
A falta de renovação dos contratos antes do final do ano não é comum na televisão brasileira, onde geralmente esse processo ocorre de forma antecipada para evitar situações de incerteza. A demora nas negociações criou um clima de desconforto entre os profissionais e suas equipes.
De acordo com informações apuradas, a TV Cultura iniciou conversas de renovação com alguns apresentadores ainda em 2025. No entanto, a diretora-presidente, Maria Ângela de Jesus, que assumiu o cargo em junho do ano passado, decidiu que as discussões seriam retomadas apenas em meados de janeiro. Desde sua chegada, a diretora já implementou mudanças na área de jornalismo, substituindo Karyn Bravo por Rita Lisauskas na apresentação do “Jornal da Cultura” e recontratando Thaís Oyama após um intervalo de dois anos.
Apesar de não terem contratos vigentes, Vera Magalhães e outros apresentadores continuam com presença confirmada na programação da emissora nas próximas semanas. Novas edições do “Roda Viva” estão agendadas para serem exibidas a partir da próxima semana. O mesmo vale para o “Provoca”, que também permanecerá no ar durante este período incerto.
A TV Cultura confirmou oficialmente o encerramento dos contratos de seus apresentadores e a continuidade deles na grade de programação enquanto as novas negociações são tratadas. No entanto, a emissora não forneceu detalhes sobre prazos ou possíveis mudanças no quadro de apresentadores.
Assim, Vera Magalhães deixará edições inéditas do “Roda Viva” programadas para meados de janeiro, enquanto o “Provoca” seguirá sua exibição habitual. A situação atual mantém em destaque a incerteza quanto ao futuro contratual dos profissionais envolvidos.

