‘A nobreza do amor’ estreia em março e aborda raízes africanas

A Globo está prestes a estrear uma nova novela nas tardes, marcada por uma abordagem original que explora temas de identidade e pertencimento. Intitulada “A Nobreza do Amor”, a trama será exibida a partir de 16 de março e busca trazer uma nova estética e narrativa para o horário das 18h.

A novela é centrada em Alika, uma princesa africana vivida pela atriz Duda Santos. A personagem é forçada a deixar seu reino, Batanga, após um golpe do tirano Jendal, interpretado por Lázaro Ramos. Alika chega ao Brasil na década de 1920 e se encontra com Tonho, um trabalhador de engenho, personagem de Ronald Sotto, que luta por melhores condições de vida para sua comunidade. O enredo se desenrola no Rio Grande do Norte, onde o encontro entre Alika e Tonho é marcado por laços de solidariedade e segredos.

Para dar vida a essa história rica em cultura, elenco e equipe realizaram uma imersão em locais significativos na Pequena África, no Rio de Janeiro. Essa área é um importante ponto de memória da cultura afro-brasileira. Dentre as atividades, estão visitas a locais como o Cais do Valongo e a Praça Mauá, além de uma palestra sobre ancestralidade e um jantar com pratos típicos do Nordeste e do continente africano. Essa experiência ajudou a equipe a se aprofundar no universo cultural que a novela representa antes do início das gravações.

O elenco conta com grandes nomes, como Érika Januza, Bukassa Kabengele, Nicolas Prattes, entre outros. A novela foi criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr. e conta com a direção artística de Gustavo Fernández e a direção-geral de Pedro Peregrino. As primeiras gravações foram realizadas no Rio Grande do Norte, aproveitando a paisagem local para contar a história de Alika e Tonho antes da equipe se mudar para os Estúdios Globo.

A nova produção promete enriquecer o repertório das novelas exibidas no horário das seis. A escolha de temas e elementos simbólicos reflete uma valorização da diversidade cultural, abordando questões de justiça, ancestralidade e identidade de forma atual e relevante. Com um foco em protagonismo negro e histórias que fazem parte da fundação do Brasil, “A Nobreza do Amor” busca ampliar as discussões sobre representatividade na dramaturgia nacional.