Bolsonaro solicita permissão para visita de padre na prisão

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 26 de junho, para que ele possa receber acompanhamento religioso com um padre na penitenciária Papudinha, localizada em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes será o responsável por avaliar essa solicitação.

Essa não é a primeira vez que a defesa de Bolsonaro busca assistência religiosa. No início de janeiro, quando ele ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal, seus advogados pediram visitas semanais de dois pastores, Robson Lemos Rodovalho e Thiago Macieira Manzoni, que também são figuras políticas. Esse pedido foi aceito, e Moraes autorizou os encontros, que deveriam ocorrer uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, com duração máxima de uma hora.

Com a nova solicitação, caso aceita, o padre Paulo Silva passará a fazer parte do grupo de apoio religioso que assiste o ex-presidente.

O direito à assistência religiosa para detentos é garantido pela Constituição e pela Lei de Execução Penal, independente da religião do preso. Essa medida tem como objetivo promover a ressocialização e o bem-estar dos detentos, e a solicitação deve partir do próprio apenado.

Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por sua participação em uma trama golpista. Ele está detido na Papudinha desde 15 de janeiro.