
Entenda a relação entre a taxa básica de juros e os empréstimos imobiliários e a melhor hora para fechar o seu contrato.
A taxa de juros básica da economia, a Selic, é o termômetro do mercado financeiro. Quando a Selic cai, o custo do dinheiro diminui, e isso tem um impacto direto no bolso do consumidor, especialmente para quem busca um financiamento de imóveis.
A redução da Selic é um sinal positivo para o setor imobiliário. Isso porque os bancos usam essa taxa como referência para definir os juros cobrados nos empréstimos de longo prazo, como o da casa própria.
Com a Selic em queda, os bancos tendem a reduzir as taxas dos financiamentos. Isso não só barateia a parcela mensal do imóvel para novos contratos, como também torna o crédito mais acessível para um número maior de famílias.
Se o seu sonho é ter a casa própria, este é um momento de atenção total. Acompanhar a movimentação da Selic pode indicar a melhor janela para fechar um bom negócio.
A diferença entre Selic e juros do financiamento
É importante entender que o juro do seu financiamento não cai automaticamente na mesma proporção da Selic.
A taxa de juros do financiamento é composta por:
- O custo de captação do banco: Que é influenciado pela Selic.
- O spread bancário: A margem de lucro que o banco adiciona.
- Encargos e seguros: Valores obrigatórios do contrato.
A queda da Selic pressiona o primeiro item, mas o spread e os encargos podem variar entre os bancos. Por isso, a pesquisa de mercado é fundamental.
Especialistas preveem que o ciclo de cortes da Selic tende a tornar os financiamentos mais baratos ao longo dos meses. A competição entre os bancos aumenta, forçando-os a oferecerem taxas mais atrativas para captar clientes.
O momento ideal para comprar
Para quem já está pronto para comprar, o cenário de queda da Selic traz a melhor oportunidade. No entanto, é preciso ter cautela e não esperar o fundo do poço dos juros.
Dicas para aproveitar o momento:
- Simule em vários bancos: Não feche o negócio com o primeiro banco. Simule o financiamento em pelo menos três instituições diferentes.
- Use os apps da Caixa: Se o seu financiamento for pela Caixa, use os aplicativos para simular e verificar as taxas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e do FGTS.
- Negocie a entrada: Uma entrada maior pode reduzir o valor financiado e, consequentemente, diminuir o impacto da taxa de juros.
Lembre-se que um financiamento é um compromisso de décadas. Uma pequena diferença na taxa de juros pode representar milhares de reais de economia ao longo dos anos.
