
Durante os primeiros dias de vida do seu bebê, muitos testes são essenciais para garantir que tudo esteja em ordem com a saúde dele. Sabia que a maioria dos recém-nascidos passa pelo teste do pezinho, que é feito entre o 3º e o 5º dia? Isso mesmo! Dados de uma pesquisa indicam que impressionantes 96,5% das crianças fazem esse exame.
Mas não é só isso! O teste do coraçãozinho também tem um papel importante. Ele pode identificar a cardiopatia congênita crítica, uma condição que afeta de 1 a 2 bebês a cada mil. O mais preocupante é que cerca de 30% dos casos ficam sem diagnóstico, como revelou a Fiocruz.
A obstetra Bianca Borges, do AmorSaúde, garante que esses testes são seguros e causam pouco desconforto. “São procedimentos minimamente invasivos, que não machucam muito e têm baixo risco”, destaca. Isso significa que, ao realizar esses exames, você está ajudando a manter a saúde do seu pequeno.
Testes e doenças detectadas
Vamos dar uma olhada nos principais testes que devem ser feitos e o que eles podem detectar:
Teste do pezinho: Esse exame é super importante e deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida. Ele é feito com algumas gotinhas de sangue do calcanhar do bebê. Além de ajudar a detectar doenças raras, como a fenilcetonúria, ele também pode identificar problemas na tireoide e anemia.
Teste do olhinho: Aqui, o médico verifica como a luz reflete na retina do bebê. Isso é fundamental para identificar possíveis problemas de visão, como catarata ou glaucoma.
Teste da orelhinha: Um fone é colocado na orelha do bebê para checar se ele reage a sons. Assim, é possível detectar surdez congênita.
Teste do coraçãozinho: Realizado entre 24 e 48 horas de vida, esse exame analisa a oxigenação do sangue nas mão e pé do bebê. A partir dos resultados, é possível identificar malformações cardíacas.
Teste da linguinha: Este é mais comum em clínicas particulares e verifica se o bebê tem anquiloglossia, popularmente conhecida como língua presa, que pode complicar a amamentação e até a fala.
Se algo não estiver certo, os médicos podem solicitar novos exames. Por exemplo, se o bebê não reagir no teste da orelhinha, ele deve repetir o exame em até 30 dias.
Riscos de não realizar os exames
Não fazer esses testes pode trazer sérios riscos para o seu pequeno. Muitas doenças são silenciosas nos primeiros dias, e o bebê pode parecer saudável enquanto a condição se desenvolve. “O maior perigo é que muitas doenças não apresentam sintomas”, alerta Bianca.
Caso algumas delas, como o hipotireoidismo e a fenilcetonúria, não sejam tratadas rapidamente, pode haver atrasos no desenvolvimento e sérias consequências no futuro. Além disso, há risco de cegueira ou surdez permanentes, e em casos extremos, até risco de morte súbita.
Triagem inicial não define diagnóstico
É importante lembrar que, se o resultado de algum teste der alterado, não significa que o bebê tenha uma doença definitiva. É um sinal de que atenção extra é necessária. Por isso, não há motivo para pânico. O pediatra poderá solicitar exames mais precisos para confirmar ou descartar qualquer problema.
Os tratamentos podem variar, desde fórmulas especiais até cirurgias, e quanto mais cedo forem iniciados, maiores são as chances de uma vida saudável e sem sequelas para o seu filho. Lembre-se: estar atento à saúde do seu bebê desde o início faz toda a diferença!

