
Thiago Gardinali tem motivos para comemorar, mas a situação do programa “Se Liga, Brasil”, que ele apresenta, ainda é delicada. Recentemente, o programa conseguiu superar, mesmo que de forma modesta, a audiência do “Balanço Geral Manhã”, da Record. Essa vitória, no entanto, ocorre dentro de um patamar considerado baixo para uma mudança significativa na programação da emissora.
Atualmente, a média de audiência do “Se Liga, Brasil” está em torno de 1,6 ponto. Embora esses números tenham um valor simbólico, a diferença em relação à Record é pequena, o que não garante uma transformação robusta na faixa matinal do SBT. Em um dia considerado de destaque, em 30 de março, o programa alcançou uma média de 2,3 pontos e um pico de 3,1, mas mesmo assim ficou atrás da Record, que somou 2 pontos com dois programas jornalísticos.
Esse panorama ilustra a cautela ao se analisar o desempenho do programa. A mudança na apresentação e no formato do programa não resultou em um avanço significativo em relação à audiência do antigo “SBT Manhã”. Os números permanecem em níveis semelhantes, o que indica que, apesar das trocas, não houve um progresso claro na popularidade do horário.
Um fator que pode complicar ainda mais a situação de Gardinali é a possibilidade de lançamento de uma nova revista eletrônica pelo SBT. Se essa nova atração for concretizada, o espaço atualmente ocupado por “Se Liga, Brasil” pode ser reavaliado, ou até mesmo reduzido.
Portanto, a celebração das vitórias pontuais deve ser acompanhada de um alerta para o futuro. Gardinali conseguiu uma leve vantagem sobre a Record, mas ainda não conseguiu um aumento significativo de audiência que proteja o programa de possíveis mudanças na programação.

