Alckmin propõe diálogo com estados que rejeitam subsídio do diesel

O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, anunciou que o governo federal vai dialogar com os estados que ainda não aderiram à proposta de subvenção do diesel. Essa medida, que faz parte das ações do Ministério da Fazenda, visa subsidiar o preço do diesel importado em R$ 1,20 por litro durante os meses de abril e maio.

Alckmin destacou que a prioridade do governo é garantir o abastecimento de combustíveis no país e reduzir os impactos nos preços que os consumidores enfrentam nas bombas de gasolina.

O vice-presidente informou que, dos 27 estados brasileiros, a maioria já concordou com a proposta. Ele mencionou que apenas dois estados se manifestaram contra a subvenção, enquanto 25 estão a favor ou ainda avaliando a adesão. Ele acreditava que mais de 90% dos estados já haviam aceitado o acordo.

O Ministério da Fazenda estima que o custo total da medida será de cerca de R$ 3 bilhões, sendo esse valor dividido igualmente entre a União e os estados. Alckmin explicou que os aumentos no preço do diesel afetam o custo do transporte e da logística, impactando a inflação e os preços que chegam ao consumidor.

Ele também fez críticas ao governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, indicando que as decisões sobre os combustíveis em 2022 foram tomadas de forma unilateral, sem diálogo com os estados, o que resultou em problemas que agora o atual governo tenta resolver.

A expectativa é que o diálogo com os estados que ainda não se manifestaram seja intensificado, visando alcançar uma solução que beneficie a todos e minimize os efeitos da alta dos combustíveis na economia.