Receita federal define datas para a entrega da declaração do imposto de renda 2026

O prazo para o acerto de contas com o fisco começa em março e os contribuintes devem ficar atentos às novas regras de isenção.

O momento de prestar contas com o Leão está chegando e a Receita Federal já confirmou o período oficial para o envio das declarações. Em 2026, o prazo para os contribuintes entregarem o Imposto de Renda começa no dia 15 de março e segue até o dia 31 de maio. É o período padrão que o governo estabeleceu para garantir que todos tenham tempo de reunir os documentos necessários.

Organizar a vida financeira logo cedo é o melhor caminho para evitar a correria de última hora. Quem deixa para o final do prazo corre o risco de enfrentar lentidão nos sistemas ou, pior, esquecer algum comprovante importante que pode levar direto para a malha fina. Além disso, quem entrega primeiro costuma receber a restituição mais cedo.

Neste ano, as expectativas giram em torno das atualizações na tabela de isenção. Com as mudanças recentes, muitas pessoas que antes pagavam imposto agora podem estar isentas, ou pelo menos pagando menos. Isso acontece por causa do ajuste na faixa salarial que define quem precisa obrigatoriamente declarar os seus rendimentos.

É importante frisar que a declaração não serve apenas para pagar imposto. Em muitos casos, ela é o meio para você reaver valores que foram retidos na fonte ao longo do ano passado. Por isso, mesmo quem não é obrigado pode achar vantajoso declarar se tiver direito a alguma restituição.

O processo continua sendo feito de forma digital, seja pelo computador, tablet ou celular. A Receita Federal tem aprimorado as ferramentas para tornar o preenchimento mais intuitivo, mas o cuidado com os dados informados deve ser redobrado para evitar inconsistências.

Quem precisa declarar o imposto de renda em 2026

A regra básica para a obrigatoriedade foca em quem recebeu rendimentos tributáveis acima de um valor específico durante o ano de 2025. Isso inclui salários, aposentadorias, aluguéis e ganhos com trabalho autônomo. Se a soma desses valores ultrapassou o limite estabelecido pela Receita, a entrega é obrigatória.

Além dos rendimentos comuns, quem realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias ou de futuros também precisa ficar atento. Outro critério importante é a posse de bens, como imóveis ou veículos, cujo valor total supere o teto definido pelo fisco. Até mesmo quem teve ganhos com a venda de bens ou obteve receita bruta em atividade rural acima do limite entra na lista.

Um detalhe que muitas vezes passa batido é o caso de quem recebeu rendimentos isentos ou não tributáveis, como indenizações trabalhistas ou rendimentos da poupança, acima de um determinado valor. Mesmo sendo “isentos”, eles precisam ser informados para que o governo entenda a evolução do seu patrimônio.

A facilidade da declaração pré-preenchida

Uma das grandes apostas para agilizar o processo em 2026 é o uso da declaração pré-preenchida. Essa ferramenta já traz diversas informações que o governo já conhece, como salários informados pelas empresas, despesas médicas comunicadas por planos de saúde e dados de transações imobiliárias.

Ao utilizar essa opção, o contribuinte economiza um tempo enorme e diminui as chances de erro de digitação. Basta conferir se os valores estão corretos e adicionar o que estiver faltando. Vale lembrar que o uso da pré-preenchida costuma dar prioridade na fila da restituição, o que é um ótimo incentivo.

Para acessar essa facilidade, é necessário ter uma conta no portal Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Se você ainda não tem esse acesso, vale a pena regularizar agora para facilitar a sua vida quando o sistema abrir em março.

Documentos que você já deve começar a reunir

Não espere o calendário chegar em março para procurar seus papéis. O ideal é criar uma pasta, física ou digital, e guardar os informes de rendimentos que os bancos e as empresas onde você trabalhou são obrigados a fornecer. Esses documentos são a base de tudo o que será declarado.

Também é essencial separar os comprovantes de despesas que podem ser deduzidas, como gastos com educação própria ou dos dependentes, e consultas médicas ou exames. Diferente da educação, os gastos com saúde não possuem um teto de dedução, o que pode reduzir bastante o valor do imposto a pagar ou aumentar a sua restituição.

Recibos de aluguel, documentos de compra e venda de veículos e extratos de investimentos também entram na lista. Se você tem dependentes, certifique-se de que o CPF de todos está regularizado, pois ele é obrigatório na ficha de declaração, independentemente da idade da criança ou do idoso.

O que acontece com quem perde o prazo

Quem não enviar a declaração até o dia 31 de maio de 2026 estará sujeito a uma multa por atraso. O valor mínimo dessa multa é de R$ 165,74, mas ela pode chegar a 20% do imposto devido. É um gasto desnecessário que pode ser facilmente evitado com um pouco de planejamento.

Além do prejuízo financeiro, a falta da declaração pode gerar problemas no CPF, que fica com a situação de “pendente de regularização”. Com o documento irregular, a pessoa fica impedida de fazer empréstimos, tirar passaporte, participar de concursos públicos e até abrir contas em bancos.

Se você perceber que cometeu algum erro após já ter enviado o documento, não se desespere. É possível fazer uma declaração retificadora sem pagar multa, desde que o erro seja corrigido antes que a Receita Federal inicie um processo de fiscalização sobre o seu caso.

Prioridade nas restituições

O pagamento das restituições é dividido em lotes, começando geralmente no final de maio e seguindo até setembro. O governo estabelece prioridades legais para receber o dinheiro de volta. Idosos acima de 80 anos estão no topo da lista, seguidos por pessoas acima de 60 anos, contribuintes com deficiência ou doenças graves e professores.

Depois desse grupo, quem utilizou a declaração pré-preenchida ou optou por receber a restituição via Pix (usando a chave CPF) também entra na frente dos demais. É uma forma que o governo encontrou para modernizar o sistema e incentivar o uso de ferramentas digitais mais precisas.

Acompanhar o status da sua declaração pelo portal eCAC ou pelo aplicativo do Imposto de Renda é fundamental. Assim, você descobre rapidamente se caiu na malha fina por alguma divergência de informações e pode resolver o problema antes mesmo de receber uma notificação formal.