
Ataque Militar dos EUA à Venezuela é Condenado em Discurso Censitário
Um forte discurso foi proferido em apoio à Venezuela e contra ações militares dos Estados Unidos, que foram classificadas como um "ato de terrorismo de Estado". O embaixador da Venezuela em Cuba, Orlando Maneiro, enfatizou a solidariedade entre os cidadãos da América Latina, condenando o que considera um ataque traiçoeiro às nações independentes.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, relembrou palavras do ex-líder Fidel Castro, que, há mais de 20 anos, advertiu sobre os perigos do imperialismo. Ele destacou que as ações militares dos EUA contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores representam uma violação da soberania de uma nação que simboliza a dignidade e a independência da América Latina.
Durante o discurso, foi ressaltado que esse tipo de ataque não é apenas uma afronta à Venezuela, mas uma ameaça à paz mundial. Díaz-Canel afirmou que a Doutrina Monroe, que define a América Latina como quintal dos EUA, não é reconhecida. Ele frisou que qualquer agressão à Venezuela deve ser vista como uma agressão a todos os povos da região.
O líder cubano também declarou que o imperialismo busca, na verdade, as riquezas e recursos naturais da Venezuela, especialmente o petróleo. Acusou os EUA de terrorear a nação, utilizando-se de mentiras sobre narcoterrorismo, e pediu que a comunidade internacional se levante contra essa narrativa falsa.
Díaz-Canel fez um apelo por uma prova de vida de Maduro e Flores, reiterando que o povo venezuelano tem o direito de saber sobre a integridade dos seus líderes. Ele falou sobre a resistência do povo venezuelano, que, segundo ele, já enfrentou golpes de Estado instigados por interesses estrangeiros no passado.
O discurso enfatizou que a luta contra o imperialismo é uma questão de soberania e dignidade. Díaz-Canel conclamou todos os povos da América a se unirem contra as ações imperialistas e a defenderem sua autonomia. Ele lembrou a famosa citação de Che Guevara: "Não se pode confiar no imperialismo, nem um pouco".
O evento serviu como um alerta sobre a situação atual da Venezuela, expressando esperança na defesa do país e na continuidade da Revolução Bolivariana.

