
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a relação entre Cuba e a Venezuela. As declarações de Trump sugerem que Cuba receberia combustível em troca de serviços de segurança prestados aos líderes venezuelanos.
Rodríguez defendeu o direito de Cuba de importar combustível de mercados que estejam dispostos a vender, sem a intervenção dos Estados Unidos. Ele destacou que, ao contrário dos EUA, o governo cubano não se envolve em práticas como mercenarismo ou pressões militares contra outros países.
As críticas de Trump aconteceram em uma postagem nas redes sociais, onde ele afirmou que a Venezuela agora conta com a proteção dos Estados Unidos. Essa afirmação se referiu a um incidente ocorrido no dia 3 de janeiro, no qual combatentes cubanos foram mortos em um ataque que teve como alvo o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.
Além disso, Trump sugeriu que o fornecimento de combustível a Cuba deve ser cortado, e que seria prudente que Cuba fizesse um acordo antes que fosse tarde demais.
Em resposta, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu os comentários de Trump como “histéricos”. Ele ressaltou que Cuba é um país que tem sido agredido pelos EUA ao longo de 66 anos e se declarou disposto a defender a soberania cubana a qualquer custo. Díaz-Canel também apontou que as dificuldades econômicas que Cuba enfrenta são consequência das duras sanções impostas pelos Estados Unidos, que buscam pressionar o país por sua escolha política.
Após a invasão à Venezuela, Trump anunciou que os Estados Unidos assumiriam a responsabilidade pela gestão da produção de petróleo na Venezuela. Essa situação reflete as tensões entre as nações e as complexas relações políticas na região.

