Morte em academia no PR: esposa revela relação com a vítima

Na última quarta-feira (7), a esposa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos, acusado de assassinar David Schmidt Prado em uma academia em Londrina, no Norte do Paraná, confirmou à Polícia Civil que teve um relacionamento com a vítima. O depoimento dela foi prestado na delegacia, onde ela esteve acompanhada por uma advogada.

Ela afirmou que a relação com David ocorreu durante um período em que estava separada do marido. A advogada da esposa, Thais Indiara, comentou que o depoimento pode ajudar a esclarecer os detalhes do caso, embora tenha solicitado sigilo sobre algumas informações.

A defesa da mulher também revelou que ela está em estado emocional fragilizado devido à situação e que tem recebido ameaças constantes nas redes sociais. A advogada acrescentou que sua cliente está tomando medicamentos para lidar com a ansiedade, o que tem impactado sua rotina, especialmente por ser mãe de dois filhos.

O assassinato de David aconteceu na última segunda-feira (5), por volta das 18h40, quando ele estava deixando uma academia lotada. A Polícia Civil acredita que o crime foi premeditado. Lucas teria emboscado David no estacionamento e, após iniciar uma conversa, atacou-o com uma faca, atingindo-o em várias partes do corpo. O crime foi capturado por câmeras de segurança do local.

David tentou se refugiar dentro da academia para pedir ajuda, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local. Um policial militar que estava de folga e treinava na academia conseguiu imobilizar Lucas até a chegada das autoridades.

Lucas Wancler Ferreira dos Santos foi levado para uma audiência de custódia nesta quarta-feira, onde a prisão dele foi convertida de temporária para preventiva, ou seja, sem prazo definido. O juiz que analisou o caso destacou a crueldade do ato, que foi realizado em público, durante o dia e na presença de diversas testemunhas.

A defesa de Lucas argumentou que ele não tem antecedentes criminais e que precisa de tratamento psiquiátrico, mas o pedido para responder em liberdade foi negado. O juiz ressaltou a gravidade do crime e que o tratamento poderia ser oferecido na unidade prisional.

Enquanto isso, a Polícia Civil aguarda resultados de laudos periciais para finalizar a investigação, e mais testemunhas serão ouvidas nos próximos dias.