
Valores acumulados há décadas em contas individuais estão disponíveis para resgate; saiba como consultar se você tem direito.
Existe uma fortuna esquecida nos bancos que pertence a milhões de trabalhadores que atuaram com carteira assinada entre 1971 e 1988. Diferente do abono salarial que é pago todos os anos, as chamadas “cotas” são um saldo acumulado que muita gente nem sabe que possui.
O que mudou entre ontem e hoje foi a facilitação do acesso a esses valores para os dependentes e herdeiros. Caso o titular da conta já tenha falecido, os filhos ou o cônjuge podem solicitar o resgate total do dinheiro apresentando apenas documentos básicos, sem a necessidade de inventário em muitos casos.
Esse dinheiro pode ser um reforço inesperado e muito bem-vindo. Os valores variam muito, dependendo de quanto tempo a pessoa trabalhou naquela época e do salário que recebia. Em alguns casos, as contas podem ter alguns milhares de reais que estão apenas esperando por um dono.
Diferença entre o abono anual e as cotas do fundo
É muito comum confundir as duas coisas. O abono salarial é aquele benefício pago anualmente para quem ganha até dois salários mínimos e trabalhou no ano anterior. Já as cotas do PIS/Pasep são referentes ao fundo que foi extinto pela Constituição de 1988. Quem começou a trabalhar depois desse ano não possui cotas, apenas o abono anual.
Para saber se você tem esse dinheiro guardado, não é preciso ir até o banco. O aplicativo oficial do FGTS agora centraliza essas informações. Ao entrar com o seu CPF e senha, o sistema mostra se existe algum saldo remanescente das cotas do PIS (para iniciativa privada) ou do Pasep (para servidores públicos).
Se o valor aparecer disponível, o resgate pode ser solicitado diretamente para a sua conta bancária de qualquer instituição. O dinheiro cai em poucos dias úteis, sem descontos de taxas. É um direito que não expira tão cedo, mas quanto antes você resgatar, melhor para o seu planejamento financeiro.
Como herdeiros podem resgatar o dinheiro de parentes falecidos
O processo para quem perdeu um familiar é simples. É necessário ter em mãos a certidão de óbito e o comprovante de parentesco. Se o trabalhador falecido tiver deixado dependentes habilitados na Previdência Social, o resgate é automático pelo aplicativo. Caso contrário, será preciso apresentar uma declaração de herdeiros.
Muitas famílias descobrem esses valores por acaso ao organizar documentos antigos. Vale a pena tirar um momento para consultar o CPF de pais e avós que trabalharam nesse período de 1971 a 1988. Como o dinheiro fica parado sem um rendimento alto, o resgate é a melhor forma de dar um uso útil ao recurso.
O sistema de consulta funciona 24 horas por dia. Se você encontrar alguma dificuldade no aplicativo, o atendimento presencial nas agências da Caixa ou do Banco do Brasil ainda é uma opção para casos mais complexos de herança. O importante é não deixar esse dinheiro esquecido com o governo.
