
Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), anunciou sua intenção de buscar o quarto mandato presidencial nas eleições de 2026. Ele pretende contar com o apoio de partidos de esquerda e centro, mas, ao que tudo indica, terá menos alianças em comparação à sua campanha de 2022.
A situação envolve partidos que atualmente possuem ministérios no governo Lula, como o MDB e o PSB. Esses partidos, segundo informações recentes, podem não apoiar o ex-presidente, especialmente no primeiro turno.
Lula já é o recordista em vitórias em eleições presidenciais, com três conquistas no passado, e busca aumentar esse número em 2026. É importante notar que, nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro foi a única exceção que não conseguiu a reeleição.
### A Federação Brasil da Esperança
A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, continua válida até as eleições de 2026. Essa federação, estabelecida após reformas eleitorais em 2021, permite que esses partidos atuem como um bloco nas disputas eleitorais. No entanto, essa estrutura limita a autonomia dos partidos em nível estadual, já que decisões de apoio são determinadas a partir de diretivas nacionais.
Se os partidos quiserem continuar juntos nas eleições municipais de 2028, precisarão renovar essa federação.
### Principais Alianças
Na base de apoio a Lula, destaca-se o PSB, que provavelmente manterá Geraldo Alckmin como vice. O PSB tem forte presença em várias regiões, especialmente em Pernambuco, com João Campos como uma figura central.
O PDT, partido que perdeu força nacionalmente após a saída de Ciro Gomes, também deve se alinhar à candidatura de Lula. Apesar de enfrentar desafios, ainda mantém influência em estados como o Paraná, com o deputado Requião Filho.
O Avante, embora menor, também está na aliança, tendo André Janones como uma de suas principais figuras, especialmente após sua expressiva votação em Minas Gerais nas últimas eleições.
Contudo, Lula pode perder o apoio do Solidariedade, uma relação que se tornou mais tensa após o apoio do deputado Paulinho da Força a um relatório favorável à anistia para os manifestantes envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
### Cenário do Centrão
O Centrão deve adotar uma postura neutra ou apoiar candidatos ligados a Bolsonaro, como Flávio Bolsonaro. O União Brasil, que firmou uma federação com o PP, seguirá unido, enquanto o PSD de Gilberto Kassab pode lançar uma candidatura própria. O MDB, por sua vez, tem a possibilidade de apoiar Lula, visto que alguns de seus líderes, como o ministro Renan Filho e o governador Helder Barbalho, estão próximos do ex-presidente.
### Apoio das Esquerdas Independentes
O PSOL e a REDE não devem lançar candidatos próprios em 2026 e continuarão a manter uma relação próxima com Lula. Lideranças importantes, como Guilherme Boulos e Marina Silva, sinalizam sua intenção de apoiar o ex-presidente, com Marina potencialmente buscando uma vaga no Senado em São Paulo.
### Ministros em Campanha
Dos 38 ministros que compõem o governo, pelo menos dez devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições de 2026. Gleisi Hoffmann já confirmou sua candidatura ao Senado pelo Paraná. Alckmin é cogitado para retornar como vice, ou mesmo se candidatar a outros cargos, como governador de São Paulo.
Outras possíveis candidaturas incluem Fernando Haddad e Simone Tebet, ambos com ambições para o governo paulista, e Marina Silva, que deseja uma vaga no Senado. Nomes como André de Paula e Jader Filho também estão na lista de possíveis futuros candidatos.
Camilo Santana e Wellington Dias devem se afastar para auxiliar na articulação política de Lula no Nordeste.
Essa nova corrida eleitoral já começa a tomar forma, com alianças sendo discutidas e nomes sendo cogitados para diferentes cargos em um cenário que ainda pode mudar até 2026.

