|
Seleção
O maior culpado pela derrota de Seleção Brasileira na Copa do Mundo não apareceu nas manchetes e muito menos na telinha. Ricardo Teixeira, o supremo comandante da CBF, escolheu Dunga e prepara-se para escolher outro técnico. Ele manda e desmanda no futebol brasileiro e é o dono da CBF, há mais de 20 anos.
Galvão e Luciano
Os dois mais populares locutores esportivos da televisão, Galvão Bueno, da Globo, e Luciano do Vale, da Band, são nacionalistas ao extremo. Ambos extrapolam os limites do otimismo sobre a Seleção. Passam aos telespectadores uma outra visão do futebol da Seleção e contagiam brasileiros. Às vezes, excesso de otimismo dá efeito contrário. Com a Seleção foi em 2006, ao ser eliminada na Copa pela França e, agora, em 2010. Quem estava com o espírito calcado em Galvão e Luciano sofreu impacto emocional muito grande. Tal qual a Petrobrás, que passa ao brasileiro que a estatal é de todos nós, quando na verdade vende uma das gasolinas mais caras do mundo, graças também ao excesso de impostos.
Brasil retranqueiro e Europa aberta
Nesta Copa do Mundo a maioria das equipes européias exibe futebol ofensivo e cheio de arte, criatividade e belas jogadas individuais. A Seleção, com Dunga, corria na contramão, com futebol retrancado. O Brasil da Copa de 70, com Pelé & Cia., deixou um legado ao futebol brasileiro de poderio ofensivo e futebol arte. Dunga veio para retrancar, enquanto a Europa saia da retranca e partia para o futebol ofensivo.
Futebol sulamericano
No começo parecia que ia dar só Seleção sulamericano nas finais da Copa, mas esse status começou a inverter tão logo os favoritos Brasil e Argentina deixaram de jogar contra os chamados nanicos. Dos sulamericanos somente restou o Uruguai para a semifinal. Em pratos limpos quer dizer que Dunga e Maradona não serviriam para estar a frente de Seleção. Dunga foi escolhido por sua garra e vontade de vencer, e Maradona pelo futebol arte. Na Seleção, porém, não tiveram talento suficiente para armar jogadas e dar padrão de jogo, coisas que a Alemanha e a Holanda têm de sobra.
Política
O momento no país é de campanha política. Dia 6 começa a propaganda. Na telinha e no rádio começa mais tarde, dia 17 de agosto. Catanduva está com sete candidatos, uma safra considerada gigantesca pelo tamanho do eleitorado, de 80 mil eleitores. Nesta região, o total de eleitores é de aproximadamente 210 mil. Será preciso que cada candidato busque votos em outras regiões. O importante é que Catanduva com essa plêiade de candidatos terá mais chance de tentar vagas na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Dinheiro federal
O prefeito Afonso Macchione Neto (PSDB) aproveitou a abertura para buscar investimentos e inscreveu a Prefeitura no pacotão do PAC 2, do governo federal. O governo investe R$ 1,59 trilhão em todo o país. Catanduva pleiteou R$ 41 milhões, dinheiro que pode vir a fundo perdido. O PAC 2 estava aberto a todas as prefeituras, desde que se cadastrassem e apresentassem projetos de infraestrutura com seus respectivos custos.
Voltar |