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No período em que morei em Bauru, por felizes quatro anos, passei a amar aquela cidade. Mas também conheci todos seus problemas. Jornalista ainda não formado, deparei-me e enfrentei algumas das falhas do “sistema”.
Uma ponte que liga o nada ao lugar nenhum, o sistema de coleta de lixo que mês a mês insiste em afundar a Prefeitura, o transporte público com ônibus obsoletos administrado por inúmeras empresas. Enfim, problemas comuns.
Precisei de quatro anos para presenciar esses e tantos outros problemas, e para conhecer os bairros mais carentes da ‘Cidade Sem Limites’. Contudo, não precisei de um dia sequer para saber que em Bauru a dengue é um problema.
Na verdade, foi preciso um raciocínio rápido: Bauru, interior de São Paulo, limitada (sim, há limites) por outras cidades paulistas tão problemáticas quanto quaisquer outras e, destaque-se, todas com clima tropical, quente e úmido.
Hãn?
Sim, será que vai demorar quanto tempo para que todos possamos entender que nós, brasileiros, teremos que enfrentar a dengue sempre? Não há essa de ano da gripe, ano da febre amarela e de dizer que “agora é a vez da dengue”.
A dengue deve ser combatida sempre. Além de termos clima tropical e propício para a proliferação do mosquito da dengue, ainda lutamos para fugir do estigma de “Terceiro Mundo”, em que certas doenças não somem nunca.
Aahh....
Ou seja, tanto falei para falar que, se bobearmos, a dengue mata. Mesmo quando não mata, quem foi vítima da doença afirma que “quase morreu”.
E o mais incrível que ainda há quem não faça nada para evitar o mosquito, seus criadouros e a bendita água parada. Ou será que algum brasileiro, depois de tantas campanhas e falação, ainda não sabe como evitar a dengue?
Mais do que o ‘evite água parada’, só o ‘use camisinha’ e o ‘compre Baton’...
Guilherme Gandini, jornalista, é Assessor de Comunicação da Prefeitura de Catanduva (guilhermegandini@hotmail.com)
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