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Para manter a ‘casa em ordem’, é preciso seguir regras, evitar exageros e desperdícios, apertar o cinto e ter objetivos bem definidos. Qualquer chefe de família sabe e sente isso, em seu dia-a-dia.
Na cidade, de modo geral, o processo é basicamente o mesmo. Por isso, existem muitas regras para manter Catanduva nos trilhos, como deve ser.
Ainda assim, algumas coisas acabam nos impressionando. O chamado jeitinho brasileiro parece imperar. Valores básicos são constantemente invertidos. Todo mundo acha que pode “dar um jeitinho” pra tudo.
Se a lei existe, deve ser cumprida. E se a lei é equivocada ou mesmo inútil, porque há muitas assim – feitas por vereadores que só querem mostrar serviço e contabilizar requerimentos, proposições e projetos – deve ser extinta.
Mas, muita gente acha que pode encontrar uma maneira de não cumprir leis, regras e acordos, caso seja de seu interesse. A verdade é essa: se interessa, faz de um jeito; caso contrário, de outro.
Discussões de temas verdadeiramente importantes acabam sendo substituídas por debates que não levam a nada. Nesse ponto, os interesses também são variados; políticos e pessoais, na maioria.
A inversão de valores é fato constante. Mas, para crescer, tanto nosso povo quanto nossa cidade, esse pensamento precisa ser superado e combatido. Esse será um passo essencial para Catanduva.
Guilherme Gandini é jornalista e assessor de comunicação da Prefeitura
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